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Com umas cuecas enfiadas na cabeça para esconder a cara, um ladrão estrangeiro entrou ontem de manhã numa dependência dos CTT de Évora com o objectivo de roubar o dinheiro em caixa. Esperou que os clientes saíssem da estação e ameaçou a funcionária de serviço com uma faca, forçando-a a fugir. Depois saltou para dentro do balcão e, consumado o assalto, abandonou o local numa bicicleta.

O ladrão é mais audicioso do que se possa pensar, porque escolheu muito bem o sítio a atacar,  passo a explicar: Naquele largo a única instituição que poderia ter valor era a sede local do BPN, que como se sabe está na penúria, além disso há uma enorme descida que vai dar a uma das saídas da cidade -  um excelente ponto de fuga, portanto este assaltante fez um planeamento cauteloso e escolheu o sítio com a melhor fuga que ainda por cima passa perto de um departamento de polícia daquela cidade.

Resta saber se a cueca usada no assalto era de homem ou mulher e, já agora, se estava lavadinha…

A notícia completa pode ser lida aqui.

É bem verdade que uma desgraça nunca vem só porque quando tinha o meu carro avariado, passei uma noite a rezar ao São Gregório e de manhã não me sentia em condições de ir de transporte público para o trabalho.
Assim sendo, resolvi apanhar um táxi, cujo motorista simpaticamente encetou uma conversa circunstancial sobre o clima e afins e é então que vinda do nada, se dá uma reviravolta ao assunto e começa a falar das suas conquistas sexuais, especialmente como engatou uma médica (nome completo incluído) no Bingo do Belenenses e todas as aventuras que tinha com ela, frisando no entanto que já era divorciado na altura. Ainda houve tempo para outra conquista no mesmo Bingo, neste caso uma professora universitária (sim, mais uma vez o nome completo) e rematou a todo o seu discurso dizendo que as mulheres quanto mais grau académico têm, mais loucas são, isto porque a ex-mulher dele era a que tinha mais sanidade e o menor grau académico – isso explica a razão de ser “ex”.
Como a viagem é curta ficámos por aqui, paguei, saí do táxi e então fiquei com uma questão a moer-me o juízo – apesar de toda a conversa, fiquei sem saber onde era o Bingo do Belenenses.

Ontem ao andar pela cidade notei que desde manhã  ecoava o nome “Nuno Melo”, ao ir para o trabalho, à hora de almoço quando fui ao café e à tarde no retorno à minha humilde cubata. Sempre que saía à rua lá estava esse nome no ar.  Intrigado, procurei saber a razão – Será que o candidato escolheu o mesmo itinerário que eu? – Seria uma grande coincidência.

Ao passar numa vitrina de uma drogaria o meu olhar deteve-se por uma panela de pressão da Silampos e aí percebi o significado de ”Nuno Melo” – Tenho de ir ao barbeiro sem falta!!!

Ora, em conversa com o Mandrulho, surgiu esta “petite piéce”.  Não sei se já repararam mas, para os mais desatentos, aqui fica o último outdoor do CDS-PP.

 

O último outdoor do CDS-PP

O último outdoor do CDS-PP

 

A minha primeira posta meus caros. É um prazer colaborar convosco.

Estou na esplanada do Estádio Universitário e está um gato a ser afagado por um jovem com uma t-shirt rosa bebé.

Pergunta:

- Quem é o bichaninho nesta cena?

Hoje de manhã encontrei o meu vizinho, homem simples de poucas palavras, sorumbático diriam uns, feitio digo eu.

Saí de casa ainda meio a dormir como habitualmente, cruzei-me com ele e dei os bons dias, ele replicou na mesma moeda e acrescentou:

- Sabe, depois de tudo o que passei na vida, cheguei à conclusão que neste país para as portas que estão fechadas eram precisos vários molhos de Chavéz!

Afastei-me intrigado e pensei como raio saberia ele que eu só tenho uma chave da minha caixa de correio.

A julgar pelo lindo serviço que fez ao meu carro, definitivamente o pombo é quem mais ordena… E nem sequer o tinha estacionado debaixo de uma árvore!

25042009002

Recentemente fui mandado parar numa operação de rotina da PSP em que o solícito polícia, depois de me cumprimentar pede os documentos. Quase em pânico constato que não os tenho e tento apelar ao bom coração do Sr. Agente

Eu: Sr. Agente , creio ter esquecido a documentação algures.

Sr. Agente: Mas isso não pode ser sr. condutor, sabe que não ter a documentação da viatura dá coima.

Eu: Mas sr. Agente devo ter deixado os documentos na casa dos meus primos em Telheiras e (viro-me para ele com um sorriso), What happens in Telheiras…

Sr. Agente (com um ar grave): Stays in Telheiras…

Fico em choque, fito-o nos olhos.

Eu: Então você também…

Sr. Agente: Sim é verdade, e também fui com o…

Eu: Nunca pensei… acabei de vir de lá!

Sr. Agente: Se eu tivesse percebido isso desde o início, o rumo teria sido diferente. Vou deixá-lo seguir o seu caminho, desta vez passa.

Eu: Pode ser que nos encontremos por lá um dia…

Sr. Agente: Duvido, tenho muito cuidado e vou sempre vestido de mulher para não ser reconhecido.

Eu: Então era você que…!!!!!!

Sr. Agente: Tenha uma boa noite, pode seguir!

Eu: Igualmente.

Segui o meu caminho ainda sem acreditar no que me tinha acontecido, mas rapidamente afastei esses pensamentos porque: What happens in Telheiras, stays in Telheiras…

Vocês sabem do que eu estou a falar…

Saio de casa, dirijo-me para o meu carro e eis que uma sensação estranha me abala, sinto-me observado, olho em volta e àquela hora da tarde dominical a rua está deserta, penso para comigo -  deve ser mais uma das minhas manias – entro no carro e arranco mal sabendo o tenebroso ritual que se irá desenrolar mal eu chegue ao fim da rua.

Uma árvore agita-se, uma tampa de esgoto mexe-se, uma corda sai de uma varanda de um 2º andar, o porta-bagagens de um carro abre-se. Uma luta de titãs está prestes a acontecer…

Usando um capacete de guerra com um camuflado de folhas, António Pereira salta do ramo onde se mantinha escondido há várias horas, com um chapéu igual a uma tampa de esgoto Fernando Esteves sai como uma toupeira do buraco, da varanda do 2º andar e em rappel desce Sebastião Pinto, do porta-bagagens de um carro sai Armando Calhau.

Os quatro homens fitam-se e dizem uns para os outros em tom de desafio mas com uma estranha calma:

- Pereira…

- Esteves…

- Pinto…

- Calhau…

Eles sabem perfeitamente o que se vai passar, são quatro para um lugar, é uma matemática simples: só o mais forte sobreviverá. Neste combate todas as armas são permitidas: bengalas transformadas em sabres de luz, cartões de pensionista e passes do autocarro cortados em forma de estrela ninja, senhas do talho e da loja do cidadão devidamente enrolados numa bola e endurecidos com pasta fixadora de placas dentárias e um andarilho que lança pantufas.

É uma luta feroz e demorada, já que fica em cerca de meia-hora o tempo de chegarem perto uns dos outros, voam as bolas de papel endurecido, cartões em forma de estrelas ninja crivam-se nas paredes, pantufas atingem inocentes pombos, o sabre de luz gira pelo ar produzindo um silvo assustador.

É uma luta feroz e sem tréguas. Em câmara lenta, dirigem-se cada um para seu carro, acelerações brutais muito fumo e barulho dos motores e sem sair do lugar, todos querem apanhar aquele fantástico lugar, entretanto chega um carro que estaciona calmamente no tão cobiçado sítio. O incauto condutor sai calmamente da sua viatura quando atrás de si surgem quatro sombras ameaçadoras, rapidamente como vampiros esfaimados Os Pensionistas devoram as carnes do pobre homem que nada pode fazer senão sentir os crivos dilacerantes no seu corpo, saltam vísceras enquanto as vis criaturas se deliciam num festim. Indiferente a este drama que se desenrolara chego a casa, mas já não tenho lugar para estacionar, deixo o carro em 2ª fila com um papelinho a indicar o nº da porta e do andar. Saio do carro, e novamente a sensação de estar a ser observado…

Entro em casa e espreito pela janela onde vejo quatro Pensionistas de volta do meu carro a verificar se o papel está correcto, estremeço a pensar se algo estará mal, de repente viram-se para mim e fitam-me com os seus brilhantes olhos rubros e demoníacos, imediatamente voam bolas de papel e estrelas ninja na minha direcção. Fecho a janela, baixo o estore, aconchego-me a um canto com a cabeça entre os braços e tomado pelo pânico decido esperar pela noite porque sei que mal o sol se começa a pôr eles recolhem aos seus covis, calçam as pantufas e ficam embevecidos por um qualquer programa de TV.

E assim partilho o reinado do terror d’Os Pensionistas

Ainda hoje evito a minha rua a certas horas…

Uma amiga que já não via há algum tempo perguntou-me como estava a minha vida, se tudo estava a correr bem e tal.

Respondi que a minha vida é como no “Sexo e a Cidade”, ao que ela retorquiu como é que isso era possível.

Depois de uns segundos de pausa cheguei à conclusão que:

1 –  Não sou gaja

2 –  Não levo uma vida de sexo louco

3 –  Mas vivo na cidade!!!

Perante a cara de troça da minha amiga em relação à cretinice da minha teoria, paguei a conta do café, inventei algo importante para fazer,  fui para casa comer Cerélac às colheradas directamente do pacote e chorar ao som da Ágata…

A quantas ando

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